COMBINAÇÃO DE VACINAS CONTRA COVID-19 Ensaio clínico determina resposta imunológica

O ENSAIO clínico de combinação de vacinas contra a Covid-19, ontem promovido em Maputo, vai determinar a segurança e resposta imunológica, face à doença. Com efeito, trezentos e sessenta voluntários serão submetidos aos testes, nos próximos 12 meses, para verificar a eficácia dessa combinação.
A sub-investigadora do INS, Patrícia Ramgi, que apresentou os contornos do estudo, explicou que os visados receberão duas vacinas diferentes num intervalo de 28 dias e terão o acompanhamento de 12 meses.

A investigadora justifica o estudo afirmando que apesar de existirem várias vacinas aprovadas, em algum momento pode haver escassez, contra indicação por alguns eventos adversos, o que viria a condicionar o uso da mesma num indivíduo.
Existe evidência cientifica indicando que dar duas vacinas diferentes pode melhorar a resposta imunológica para a Covid-19.
Pretende-se ainda, verificar a produção de anti-corpos, avaliar o perfil de segurança e identificar os possíveis efeitos secundários nos indivíduos a serem submetidos aos ensaios.
Por seu turno, o director geral do INS, Ilesh Jani, explicou que com o ensaio clínico se pretende compreender a acção que tem impacto a médio e longo prazo, dentro deste regime heterólogo, que é a base desta investigação.
Actualmente, segundo a fonte, está se numa fase pandémica, podendo passar-se da endémica, para se lidar com a Covid-19, grande parte do tempo, como uma endemia.

“Buscam-se soluções mais apropriadas para combater a Covid-19, enquanto doença pandémica e, mais tarde, quando for endémica. Estamos a testar a eficiência e flexibilidade dos esquemas de vacinas existentes”, acrescentou Jani.
O presente estudo, segundo director-geral do INS, visa aferir se combinadas as duas vacinas diferentes numa pessoa a resposta imunológica é melhor.
“Com a combinação das vacinas da VeroCell e Johnson & Johnson queremos ver se o resultado é, de facto, melhor. Queremos dar uma resposta apropriada para o combate a SARS- CoV-2 e as suas variantes”, afirmou.

Entretanto, os voluntários a serem submetidos ao ensaio clínico devem situar-se na faixa etária entre 18 e 65 anos e que não tenham sido vacinados. Os testes serão feitos no Centro de Investigação e Treinamento em Saúde da Polana-Caniço (CISPOC), Centro de Saúde de Xipamanine e na Clínica Universitária da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). O estudo é liderado pelo INS com apoio do Instituto Internacional de Vacinas (IVI) e financiado pela Co-ligação para a Inovação na Preparação de Resposta às Epidemias (CEPI).