UEM única entre as 100 melhores da África subsaariana

UEM gradua 524 estudante
Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

A UNIVERSIDADE Eduardo Modlane  (UEM)  figura  na  lista  das  100   melhores   instituições   de   ensino superior ao ocupar o 27.º lugar  do  “ranking”  das  universidades  da  África  subsaariana,  segundo indica um site da Times Higher Education.

A UEM é a única do país, numa lista liderada pelas universidades de Witwatersrand e Johannesburg, ambas da África do Sul; Muhimbili of Health and Allied Sciences, da Tanzania e Makerere, do Uganda, no primeiro, segundo, terceiro, quarto e quintos lugares.

Para Horácio Zimba, diretor dos Serviços de Documentação da UEM, a classificação de Moçambique é sinal de que a produção científica desta instituição é relevante no contexto internacional e demonstra o quão está a desenvolver ações relevantes não apenas do nível nacional, regional, como também no contexto mundial.

“Atualmente, a produção científica da UEM está num nível que se compara com algumas universidades da Europa e dos Estados Unidos da América. É por isso que estamos nos níveis em que nos encontramos em todos os ‘ranking’  de que fazemos parte.

A nossa participação deste ano acontece depois de convites que recebemos no ano passado. Organizamos os dados, submetemos e conseguimos um resultado que não é somente gratificante para a UEM, mas também para o país”, disse Zimba.

Explicou que pesou para a classificação de Moçambique a resposta aos indicadores que têm a ver com o investimento feito no desenvolvimento de ações de ensino e investigação, impacto desta produção no contexto nacional e regional, as políticas produzidas institucionalmente e o seu impacto para a comunidade académica, assim como para a sociedade onde esta instituição está inserida.

“Um dos elementos fundamentais é que a produção científica não é somente para a comunidade académica como também para a que está em sua volta que se traduz no uso dos serviços gerados dentro do campus principal, por exemplo”, disse.

Salientou que neste momento o grande desafio é manter o lugar ou melhorar nas próximas edições, bem como proporcionar um ambiente académico de modo que as ações desenvolvidas sejam benéficas para a comunidade que utiliza os serviços gerados pela universidade e que se reveja nela. Para contextualização da participação de Moçambique, Zimba explicou que tudo começa com a primeira aparição nos rankings da Times Higher Educativo, publicada no início deste ano, referente à edição de 2023.

Para o efeito, foi criado um grupo de trabalho que faz a coleta de dados sistematizados e posteriormente submetidos nos “ranking”, do qual faz parte uma vasta equipa como unidades académicas, faculdades, escolas, centros de investigação e outras direções que produzem informação relevante como evidências geradas na instituição.

Fonte: Jornal Noticias