Mais meios para apoiar combate ao terrorismo

Mais meios para apoiar combate ao terrorismo
Jorna Noticias

MOÇAMBIQUE vai continuar a contar com o apoio da Rússia no combate ao terrorismo e extremismo violento que grassa alguns distritos da zona norte de Cabo Delgado, que irá se traduzir em equipamentos e transferência de conhecimento científico-tecnológico.

A disponibilidade foi expressa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, durante a visita efetuada quarta-feira ao país, na qual foi recebido em audiência pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

 A Rússia também manifestou a disponibilidade de reativar o funcionamento da Comissão para a Cooperação Técnico Militar, que durante cinco anos esteve inoperacional devido à eclosão da pandemia da Covid19, que afetou o mundo. A Rússia, que prestou auxílio técnico militar ao país no início da luta contra o terrorismo, é país amigo de Moçambique.

 Ambas nações mantêm tradicionais relações de cooperação, com amizade profunda e enraizada que data da luta deliberação nacional, tendo se cristalizado ao longo dos anos. “Na base da nossa experiência de cooperação estamos dispostos a fornecer aos nossos amigos moçambicanos uma série de equipamentos, tanto para o reforço da segurança do país como para o combate ao terrorismo”, disse Sergey Lavrov.

A visita do chefe da diplomacia russa surge no âmbito dos preparativos da II Cimeira Sergey Lavrov, chefe da diplomacia russa, anunciou, em Maputo, mais apoios para o combate ao terrorismo do Fórum de Negócios Rússia Africa, a ter lugar em Julho próximo na cidade de São Petersburgo. Em Maputo, Sergey Lavrov salientou que existem várias empresas russas dispostas a firmar parcerias com as suas congéneres moçambicanas, razão pela qual convidou o país a participar no evento.

 “Há várias empresas russas que querem trabalhar no mercado moçambicano. Posso mencionar algumas ligadas à produção de camiões, equipamentos elétricos, e também o consórcio das empresas desconstrução dos gasodutos”, disse. “Estamos a estudar a possibilidade de os nossos empresários entrarem para o mercado moçambicano em vários projetos”, acrescentou. Na ocasião o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, disse, em nome do Governo, que durante o encontro o estadista moçambicano partilhou a estratégica holística do país no combate ao terrorismo.

 A estratégia, segundo Carlos Mesquita, assenta em três pilares, nomeadamente: o reforço da capacidade combativa das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM); Promoção do Desenvolvimento de Programa Integrado nos Sectores Socioeconómicos nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa (Norte) e provisão de apoio humanitário de emergência para mitigar o sofrimento das populações.

“O Chefe do Estado também manifestou o desejo de incrementar o reforço das relações nos domínios políticos, diplomático, económico, comercial e sociocultural entre os dois países”, anotou. Segundo a fonte, o estadista moçambicano abordou também o estágio do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos homens armados da Renamo, o maior partido da oposição no país. Aliás, disse Mesquita, o DDR, que se encontra na fase conclusiva, é um contributo importante para o restabelecimento da paz e reconciliação em Moçambique.

 Segundo Mesquita, as partes também passaram em revista a interação Moçambique/Rússia, no âmbito do Conselho de Segurança danações Unidas, bem como reviram a visita oficial do Chefe do Estado moçambicano àquela nação europeia, ocorrida em Agosto de 2019.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia visita o país cinco meses depois de Moçambique ter iniciado as suas funções como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, órgão do qual a Rússia ocupa um dos cinco assentos como membro permanente.

Fonte: Jornal Noticias