HIV/SIDA EM TETE Cerca de 1700 infectados abandonam tratamento

UMA média de 1700 pessoas vivendo com o HIV/SIDA, entre jovens e adultos, abandonam anualmente o tratamento anti-retroviral (TARV) na província de Tete.
Este número tem tido várias oscilações porque as desistências ocorrem mais em época chuvosa, altura em que várias pessoas se deslocam para o campo para actividades agrícolas, em locais distantes das unidades sanitárias.
Outro grupo que tende a abandonar o tratamento é dos que têm a carga viral suprimida, que levam uma vida menos rigorosa.

Como forma de minimizar a situação, as unidades sanitárias passaram a dar os medicamentos de forma trimestral.
A directora do Serviço Provincial de Saúde, Carla Lázaro, disse recentemente, em Moatize, que é necessário apostar na consciencialização da comunidade sobre os benefícios da medicação.

“Os pacientes em tratamento anti-retroviral devem ir regularmente às consultas, levantamento e tomarem medicamentos. Para tal, encorajamos as nossas equipas a dinamizarem, ainda mais, a sensibilização comunitária sobre os benefícios de permanecer em TARV”, exortou.
Assegurou ainda que o verno está engajado no cumprimento das metas internacionais de combate ao HIV/SIDA como ameaça para a saúde pública e tudo será feito, na província, para que os serviços de aconselhamento, testagem e tratamento cheguem a toda população.

J.B Verniz testemunhou que vive com o HIV/SIDA desde 2005 e, após aderir ao TARV e abandonar os vícios, conseguiu reduzir a carga viral e sente-se bem.
“Nos primeiros dias, a medicação pode criar ligeiros constrangimentos, mas não se pode abandonar porque logo passa. É uma questão de ir ao hospital”, aconselhou.