ROTAS INTERDISTRITAIS Munícipes preocupados com aumento de tarifas de transportes

OS munícipes da cidade de Nampula manifestam-se preocupados com aumento de tarifa de transporte de passageiros nas rotas interdistritais, que entrou em vigor a 2 de Janeiro, e consideram que está a ter implicações directas no seu dia-a-dia.

A título ilustrativo, a rota entre as cidades de Nampula e Nacala-Porto, com cerca de 190 quilómetros, o preço cobrado passou de 250 para 350 meticais, o mesmo para Ilha de Moçambique, uma subida de 100 meticais, que se diz não respeitar a quilometragem recomendada como padrão da fixação da tarifa.
Situação semelhante verifica-se no troço entre a cidade de Nampula e o distrito de Monapo, com pouco mais de 120 quilómetros, onde o preço passou de 150 meticais para 200 meticais.

Mário Salimo, residente na cidade de Nampula, diz que não sabe como é que os transportadores fizeram as contas, mas ouviu que o Ministério dos Transportes e Comunicações aprovou um agravamento de centavos por quilómetro.
“Ouvi que a anterior tarifa era de 1,50 por quilómetro e foi agravada para 1,60, mas os transportadores estão a praticar preços que sufocam a vida dos cidadãos, principalmente os comerciantes dos distritos que se dirigem todos dias ou semanas à cidade capital para levantar as suas mercadorias.

Márcia Alberto, também residente na cidade de Nampula, disse ter ficado surpreendida com o agravamento do preço quando pretendia regressar da Ilha de Moçambique para cidade de Nampula.
“Não tivemos um aviso prévio do aumento do preço, por isso fiquei surpreendida, porém tive que pagar o valor, uma vez que pretendia regressar a minha casa”, disse Alberto.

Por sua vez, Armando Bernardo, transportador de passageiros na roda cidade de Nampula Nacala-Porto, explicou que a nova tarifa está afugentar os passageiros, uma vez que, segundo sustentou, o número de passageiros conheceu uma redução significativa nos primeiros dias do ano, com a entrada em vigor da nova tarifa.
Dados em nossa posse referem que o aumento de tarifa de transporte resulta de um consenso entre a Federação Moçambicana das Associação dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) e do Governo, através do Ministério dos Transportes e Comunicações.