Escola Secundária da Manga com reabilitação garantida

Escola Secundária da Manga com reabilitação garantida
Jornal Noticias

Escola Secundária da Manga, no bairro do mesmo nome, da Beira, vai beneficiar da primeira reabilitação de raiz volvidos quatro anos após o ciclone Idai, que devastou aquela e outras infraestruturas daquela cidade e de outros pontos do centro do país e do norte de Inhambane.

A informação foi avançada na manhã de ontem quando da visita àquele estabelecimento de ensino feita pelo Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com a presença do governador da província de Sofala, Direção Provincial de Educação de Sofala, assim como do Gabinete de Reconstrução pós ciclones (GREPOC).O representante do PNUD em Moçambique, António Malpeceres, disse na sua intervenção que tendo presenciado o nível de degradação da escola não restavam dúvidas que a mesma merece uma resposta positiva ao pedido de financiamento para a sua reabilitação completa em todos aspetos, desde a infraestrutura em si até equipamentos de modo a melhorar a qualidade de ensino dos alunos.

“Em resposta a um pedido formulado pelo governador da província de Sofala o PNUD, no âmbito do programa de mecanismos de recuperação de Moçambique, comprometesse a reabilitar a Escola Secundária da Manga. Com esta acção, pretendemos melhorar a qualidade de ensino, proporcionando melhores instalações, incluindo salas de aulas, bibliotecas, escritórios administrativos e outras instalações”, disse Malpeceres.

 O governador de Sofala, Lourenço Bulha, afirmou, na ocasião, que a disponibilidade do PNUD é fruto de várias diligências feitas pelo executivo de Sofala para a reconstrução daquela escola. “Manifestamos o nosso profundo agradecimento ao PNUD pela resposta positiva. No entanto, continuamos com um grande desafio nazárea da educação, no que diz respeito à reconstrução.

 Foram cerca de duas mil e se Bloco principal da Escola Secundária da Manga quase em ruínas salas destruídas e apenas foi possível até agora a reconstrução de metade na província e vamos continuar a trabalhar para melhorar as condições dos nossos alunos”, rematou Bulha. O passo a seguir vai compreender a movimentação dos alunos para outros estabelecimentos de ensino, para que as obras não interfiram nas aulas pois até algumas paredes terão que ser demolidas. Zefanias Chitsongo, coordenador sénior e arquiteto no GREPOC, diz tratar-se de uma infraestrutura que sofre de quase todos problemas e que vai precisar de um trabalho de base.

“Estamos a falar de uma escola com quase todo tipo de problemas, desde a infiltração, nível freático muito alto, instalação elétrica danificada, canalização, estrutura, paredes, e até a estrutura descobertura também a precisarem de uma total reconstrução “, disse Chitsongo.

A obra vai ser financiada pelo PNUD e vai custar cerca de dois milhões de dólares norte-americanos. Nos próximos dias vão se seguir os trâmites legais para a contratação da empresa responsável para a execução das obras ainda esse anoa iniciativa está inserida no mecanismo de recuperação de Moçambique, com destaque para Sofala e Cabo Delgado, cujas áreas rurais e periurbanas foram largamente devastadas pelos ciclones Idai e Kenneth.

Fonte: Jornal Noticias