COMBATE À VIOLÊNCIA BASEADA NO GÉNERO: Mulheres lusófonas investem nas redes sociais

JOANA MACIE
MULHERES de Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, reunidas esta semana em Maputo no Fórum Feminista Lusófono Africano, recomendam maior investimento nas redes sociais para empoderar maior número de senhoras e combater a violência baseada no género, assim como a necessidade de se usar oactivismo na disseminação das mensagens de combate a este mal que persiste nos respectivos países.

São ainda recomendações do encontro, realizado dias 18 e 19 do mês corrente, a necessidade de incentivar o cooperativismo para criar capacidade financeira das mulheres e a réplica das discussões e conclusões, que devem ser traduzidas em línguas locais para facilitara compreensão por todos os cidadãos, em todas as províncias e distritos.

As representantes de diferentes organizações dos paíseslusófonos apelaram à coesão porforma a caminharem juntas na luta contra todas as adversidades que impedem o seu desenvolvimento, como violência baseada no género, uniões
precoces e o analfabetismo.

Segundo Alice Banze, directora-executiva da Academia das Mulheres Africanas (WAFA), o fórum visava revitalizar o movimento feminista, criar espaço para reinventar alternativas e reunir vozes das mulheres para defender a igualdade de género e o empoderamento de mulheres e raparigas, e advogar em prol de maior representatividade (paridade zebra), poder, alocação de recursos e consideração das realidades diferenciadas no processo decisório.

Alice Banze explicou que a WAFA é um órgão que tem  como objectivo advogar e trabalhar com os partidos políticos sobre o avanço da agenda do género e liderança política pelas mulheres.

O país prepara-se para a sextas eleições autárquicas (em 2023) e as sétimas gerais (2024). Para Alice Banze, estes escrutínios devem seroportunidades para se assegurar maior representação de mulheres e raparigas em diferentes órgãos.

Lembrou que o Governo alcançou a representação igualitária, cumprindo alguns instrumentos e convenções, como o Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento, os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, entre outros.