RETOMA DO FINANCIAMENTO AO PAÍS: Frelimo saúda acordo com FMI

A BANCADA da Frelimo afirma ser positivo o acordo de Moçambique com o Fundo Monetário
Internacional (FMI) para a retoma do financiamento à economia nacional, pois traz benefícios na execução de diversos programas de desenvolvimento.

Segundo o deputado desta bancada, Caifadine Manasse que falava esta semana, na Assembleia da República, antes da ordem do dia da sessão plenária, uma vez ultrapassado o imbróglio que levou à suspensão de Moçambique de receber a ajuda do Fundo Monetário Internacional em 2016, o país retorna à praça financeira internacional em condições favoráveis de negociação, o que até então, era uma miragem por causa das “dívidas não declaradas”.

“A partir deste acordo técnico-financeiro, Moçambique sai da lista dos países cuja economia era considerada de alto risco ou tóxica, o que impedia o acesso a recursos e por via disso, encarecia ainda mais a vida dos moçambicanos”, disse.

Por seu turno, a deputada pela bancada da Renamo, Glória Salvador, disse que as “dívidas não declaradas” contribuíram para retardar o desenvolvimento do país.

“Estamos mais endividados que nunca. O povo não pode aguentar mais esta situação”, afirmou.

Na mesma ocasião, a deputada lamentou a ocorrência da onda de raptos e a falta de transporte em todo
o país.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), através do deputado Fernando Bismarque, referiu que o Governo se mostrou insensível e alheio aos reais problemas que afligem o povo, ao aprovar salários mínimos que aprofundam cada vez mais a pobreza e atrasam o crescimento da economia das famílias moçambicanas.

Afirmou que o MDM tinha expectativa de que o reajustamento salarial fosse capaz de satisfazer as mais básicas necessidades dos trabalhadores e suas famílias, sobretudo transporte, saúde, educação e uma cesta
básica que garantisse uma
dieta equilibrada.