Estudantes têm difilculdades para lidar com TIC na pesquisa

UM estudo efectuado pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM) revela que alguns estudantes não dispõem de habilidades para pesquisar com recurso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Segundo a investigação, estudantes com acesso ao equipamento não têm competências para operar e o pequeno grupo, com habilidades para manusear as ferramentas, não possui capacidades
para desenvolver pesquisas com recursos às tecnologias.

Intitulado “Tentativas de melhorar os recursos de ensino pesquisa através do ensino remoto no ensino superior”, o estudo da autoria de Adriano Uaciquete, docente na Faculdade de Educação da UEM, mostra que mesmo com estas limitações, os estudantes que receberem treinamento podem conseguir realizar pesquisas.

“Num país como o nosso, sem grandes recursos em tecnologias, urge desenhar estratégias orientadas para o reforço de pesquisa, através das TIC”, sublinhou.

Uaciquete defende a adopção de novas práticas de trabalho nas instituições de ensino superior, tais como a introdução de ensino baseado em pesquisa, investimento na aquisição de equipamento e respectivo treinamento, para fortalecer o ensino remoto.

“Esta pesquisa tem grande vantagem porque enquanto decorria, os objectos da investigação estavam em processo de treinamento”, disse.

O trabalho da UEM explorou como a tecnologia pode reforçar a relação entre o ensino e pesquisa, procurando desenvolver competências de investigação num contexto real de sala de aula e abrangeu estudantes de diferentes níveis do ensino.

Segundo o autor, enquanto os países desenvolvidos já efectuaram progressos assinaláveis nas TIC, através da adopção de um quadro legislativo adequado e integrado ao seu uso nas universidades, as práticas do ensino superior nos subdesenvolvidos foram mais arbitrárias e desarticuladas.

Por isso, para responder às exigências da pandemia da Covid-19 as instituições dependiam do ensino “on-line” não orientados aos objectivos, afirmou.