Preços “disparam” no Maquinino

Os produtos tendem a subir na Beira

OS preços de batata-reno, cebola, cenoura e feijão-verde estão cada vez mais altos nos últimos dias no mercado de Maquinino, na cidade da Beira, facto que preocupa os compradores. Numa ronda efectuada naquele mercado, constatámos que a batata-reno é o produto que ficou mais caro, seguida da cenoura, que escasseou nas últimas semanas. Em meados de Abril, a batata-reno era vendida entre 400 e 450 meticais o saco de 10 quilogramas. Actualmente, o mesmo saco custa entre 600 e 700 meticais.

Os vendedores justificaram a subida de preços com o agravamento dos preços de aquisição na África do Sul, associada às chuvas que caíram durante o mês passado neste país e causaram inundações, afectando as culturas.
Horácio Covele, vendedor de batata, diz que outro motivo que ditou o agravamento foi o aumento do custo de transporte dos produtos para a cidade da Beira.
Os actuais preços no Maquinino afectam o seu negócio, pois, embora elevados, não permitem ter lucros que compensem o seu investimento. É que o aumento do preço do produto levou à diminuição de clientes, explica.
Devido a esta situação, contou que tanto ele como os outros vendedores foram obrigados a reduzir as quantidades de compras habituais, receando perdas.
“Felizmente, ainda não tive prejuízos avultados. Temos sempre clientes. Embora não seja em grande número, conseguimos vender, sem termos quebras ou deterioração dos produtos”, disse.

Entretanto, Horácio Covele prevê a baixa de preços a partir da próxima semana, tendo emm conta que já se regista na África do Sul uma melhoria no estado de tempo, por isso a situação está a normalizar-se.
Por sua vez, o revendedor Abel Jequecene revelou que as quantidades de produtos que ultimamente chegam ao mercado dificultam o seu negócio, por não produzirem os lucros desejados.

Jequecene recordou que antes o quilograma de cenoura ou de feijão-verde variava entre 90 e 100 meticais. Hoje está entre 130 e 140 meticais. Tratando-se de produtos facilmente perecíveis, disse que a subida de preços tem grande influência no seu negócio. “Para nós, quanto mais caros forem os produtos frescos, menos clientes teremos. Por essa razão, somos obrigados a comprar em quantidades menores para evitarmos prejuízos”, revelou