Persiste insatisfação em Matlemele

Persiste insatisfação em Matlemele

AS famílias residentes no espaço reservado ao aterro de Matlemele, no município da Matola, continuam insatisfeitas com as promessas do governo, principalmente a falta fundos para a edificação das casas no bairro de reassentamento. Confirmaram que lhes foi indicado um espaço no bairro Molhozão, mas não houve garantias de construção das habitações ou criação de facilidades para o acesso aos serviços sociais básicos. “Todos queremos sair deste lugar, porque além de estarmos confinados no interior da vedação, vivemos na insegurança devido a vegetação densa, criando uma mata assustadora.

Estamos sujeitos a conviver com cobras, inclusive”, disse Jacinta Feliciano, moradora há nove anos. Arlinda Mangu ele, residente na área reservada ao aterro, explicou que para além do perigo, há limitações no apetrechamento das suas residências, uma vez que vivem na incerteza, e só o governo poderá lhes aliviar.

 “Em 2018 indicaram-nos os espaços em Molhozão mas sem residências, pelo que não há condições para a nossa transferência”, disse. Segundo os moradores, o governo distanciou-se do local há cinco anos. Exigem a rápida intervenção de quem de direito, para a solução do problema. Ocupações ilegais reduzem área total ATERRO sanitário de Matlemele, na Matola, outrora desenhado para ocupar uma área total de 100 hectares, viu o seu espaço reduzido para 32,5, prevendo-se a retoma das obras de construção, ainda este mesa vereadora de Salubridade, Ambiente, Parques e Jardins Municipais na Matola, Florência Mubanga, indicou que a invasão, pela população, do espaço reservado ao aterro foi o principal entrave para o cumprimento dos prazos estabelecidos.

“Durante o período de invasão, redimensionamos o espaço para 55 hectares, mas tivemos que requalificar, novamente, para 32.5 porque a população tinha tomado outra. Usaremos este espaço, porque o objetivo é que o aterro se torne realidade”, explicou. Acrescentou que as famílias o governo teria que retirar 100 agregados e, e o uso de 32.5 significa hectares implica transferir 15 habitações. Um dado não menos importante, é que, há dias, o Conselho Municipal da Matola reuniu-se para discutir um plano diretor, que vai trazer melhorias na recolha e tratamento de resíduos sólidos.

Com este plano, o município busca mecanismo de aproveitamento do lixo através de projetos de reciclagem, para além da redução da quantidade depositada em lixeiras a céu aberto, como a do bairro Malhampswene. Segundo a edilidade, as cidades precisam tratar os resíduos de forma sustentável, assim como procurar mecanismos para a edificação de infraestruturas na vertical para fazer face à escassez de espaço. Afetadas pelo traçado do aterro foram indicadas terrenos, devidamente, demarcados no bairro Ngolhoza.

Com o redimensionamento do aterro para 55 hectares, Quatro anos de estudos e desenho do projeto PROJECTO do aterro da KaTembe, na cidade de Maputo, foi concebido em 2019, um ano após o desabamento da lixeira de Hulene, numa altura em que se registava um atraso nas obras de Matlemele. Volvidos quatro anos sem avanços notáveis, o município de Maputo explicou que a busca de financiamento, estudos e projeção do empreendimento marcaram o período. “Tivemos o processo de financiamento que levou seu tempo.

O lançamento de concursos públicos foi antecedido por estudos e desenho do projeto, mas já temos a empresa vencedora e dentro de seis meses poderá ser lançada a primeira pedra, para o início das obras”, disse Sérgio Manhique, diretor de Salubridade e Ambiente. Disse ser prematuro avançar a data de conclusão das obras, entretanto poder-se-á ter a previsão assim que iniciarem os trabalhos de edificação da infraestrutura.

“O aterro não leva muito tempo para construção, o que demorou foi o processo de estudos que antecedem a adjudicação do próprio projeto. Era preciso garantir a salvaguarda de questões ambientais e sociais”, indicou Acrescentou estar em curso um estudo de impacto ambiental da região e levantamento das famílias na zona tampão.

 “Se conseguirmos introduzir rapidamente a redução de quantidade de resíduos que vai a deposição final com a reciclagem, eventualmente aumentará o tempo de vida do aterro”, destacou. Sérgio Manhique, Diretor de Salubridade e Ambiente no município de Maputo Parte do aterro de Mal emele com residências Estado atual do aterro sanitário de Matlemele Desabamento da lixeira de Hulene

Fonte: Jornal Noticias