Moçambique e RAS procuram flexibilizar Ressano Garcia

Moçambique e RAS procuram flexibilizar Ressano Garcia
Jornal Noticias

O MINISTRO dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, anunciou ontem que o Governo está a trabalhar com a contraparte sul-africana para encontrar formas de flexibilizar ou mesmo revolucionar o movimento fronteiriço em Ressano Garcia, com uma paragem única moderna e mais eficiente.

Magala também lamentou os assaltos que já estão a afetar as trocas comerciais entre os dois países e explicou que, sobre a matéria, há um trabalho específico que as autoridades dos dois países estão a desenvolver visando controlar a situação. Magala, que falava à margem da inauguração de dois guindastes de grande tonelagem no Porto de Maputo, não avançou detalhes sobre o trabalho em curso.

Reconheceu, contudo, que a solução para o congestionamento na fronteira também passa pela construção de uma estrada a partir do quilómetro sete do lado sul-africano até ao porto seco de Ressano Garcia, em Moçambique.

 Neste contexto, garantiu que o porto seco de Ressano Garcia tem vindo a fazer o que Congestionamento de Ressano Garcia preocupa Moçambique e RAS lhe compete, assegurando que parte dos minérios da África do Sul seja transportada através da linha férrea.

No entanto, existe o problema do congestionamento que inicia no quilómetro sete, impedindo a fluidez do tráfego. Magala entende ainda que congestionamento só pode ser resolvido com investimentos tanto nas rodovias como nas ferrovias, incluindo as paragens intermédias para os camiões. Sobre a inauguração dos novos equipamentos no Porto de Maputo, o governante garantiu que eles serão determinantes na movimentação dos camiões, sobretudo, porque vão contribuir para a redução do tempo de espera para o descarregamento.

Observou, entretanto, que, às vezes, o que acontece é que quanto mais se melhora a eficiência mais se incrementa a demanda na estrada, o que vira dilema. Para Mateus Magala, os investimentos realizados no Porto de Maputo estão em total consonância com a visão estratégica do Governo de incrementar a eficiência das infraestruturas e o consequente aumento da competitividade do Corredor de Maputo. Segundo foi partilhado, a aquisição dos dois guindastes com capacidade de manuseio de cargas de mais 200 toneladas cada custou aos cofres da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), concessionária da infraestrutura, cerca de 25 milhões de dólares norte americanos.

No seu discurso inaugural, o ministro dos Transportes e Comunicações insistiu que os congestionamentos na N4, que liga Maputo e Witbank, na África do Sul, são um indicador de que há ainda muito trabalho por ser feito para garantir uma cadeia logística fluida e eficiente.

“Na nossa perspetiva, é fundamental que todos os intervenientes do corredor, sejam eles rodoviários, ferroviários ou marítimos, nacionais ou regionais, estejam alinhados trabalhem em conjunto para superar esses desafios”, salientou Magala.

Fonte: Jornal Noticias