Moageiras comprometidas na fortificação de alimentos

Moageiras comprometidas na fortificação de alimentos

A iniciativa, segundo o Ministro da Indústria e Comércio (MIC), Silvino Moreno, visa consolidar o programa, alargar o número de indústrias com capacidade para fortificar alimentos, sobretudo no meio rural, fortalecer os mecanismos de monitoria e fiscalização para o cumprimento da legislação e das normas moçambicanas em vigor. Como resultado da fortificação de alimentos com micronutrientes, os sectores de açúcar e do óleo alimentar garantiram que cerca de 20 milhões de pessoas em Moçambique tivessem acesso à vitamina A.

 Segundo Moreno, durante período em análise, o sector das moageiras de farinhas de trigo e de milho assegurou que cerca de 25 milhões de moçambicanos tivessem acesso a nutrientes como ferro, ácido fólico, zinco e VB12, cerca de 13,5 milhões de pessoas tivessem acesso ao iodo, nutrientes essenciais para o bem-estar e o desenvolvimento.

De acordo com a fonte, os números mostram como os benefícios do programa se estenderam às áreas rurais e a todos os grupos vulneráveis. Reconheceu que apesar dos níveis ainda serem baixos, a tendência mostra a potencialidade de uma universalização do programa. “O Governo reconhece, ainda, a necessidade de garantir a implementação plena da legislação e estabelecer um sistema robusto de monitoria e avaliação, a todos os níveis, de modo a que os actuais níveis de cobertura aumentem, e que os níveis de fortificação sejam adequados”, reconheceu Moreno.

A fonte explicou ainda que esta nova estratégia contém um plano de Acão estratégico que contempla a apresentação de novas abordagens, como a fortificação da farinha de milho por moageiras de pequena escala, a expansão da fortificação para as zonas rurais, a consolidação dos modelos de negócio para produtores de sal, a fortificação voluntária do arroz, entre outros.