Mbeki critica ANC por proteger Ramaphosa

Mbeki critica ANC por proteger Ramaphosa

Mbeki critica ANC por proteger Ramaphosa Mandela” envolvendo o Ex-presidente Jacob Suma. Citou a decisão do partido no poder na África do Sul em Dezembro de usar a sua maioria na Assembleia Nacional para votar contra o estabelecimento de um comité de “impeachment” (destituição) após o relatório de um painel independente que concluiu que Ramaphosa tinha um caso a responder sobre o assunto.

O painel concluiu que Ramaphosa deveria dar explicações sobre a invasão e roubo de 580 mil dólares da sua reserva de caça em Phala Phala, em Fevereiro de 2020, o que poderia levar a uma acção de “impeachment”. Mas o ANC usou a sua maioria no Parlamento para bloquear um inquérito sobre a matéria. “Eu diria que, como membros do ANC, assumíssemos que o nosso Presidente não faria e não fez nada passível de ‘impeachment’”, escreveu Mei. Para ele, foi intrigante que os deputados do partido tivessem votado contra a criação de um comité que “estabeleceria exatamente que o nosso presidente não fez nada que pudessem levar à sua destituição.

 Portanto decidimos que devemos proteger o nosso Presidente a todo custo”. Mei escreveu ainda que “eu presumiria que assumíssemos que o nosso Presidente não faria e não fez nada que o Parlamento não devesse investigar no cumprimento dos seus deveres constitucionais”, questionando de seguida “que mensagem estamos a comunicar ao nosso povo sobre os valores e a integridade do ANC?”.

O Ex estadista sul-africano alertou que as ações do ANC em relação à questão “Phala Phala” tinham o potencial de alienar o partido do povo. Thabo ater estas ameaças, defendeu que é preciso “agir de forma decisiva” e investir-se “antes de mais” na educação: “não haverá sociedades livres e democráticas sem cidadãos conscientes enque pensem de ‘forma livre’. Uma educação de qualidade é crucial para o alcançar”.

Por este motivo, defendeu que deve se encorajar os jovens a continuar os estudos e democratizar o acesso ao ensino superior.

Por outro lado, defende, “devemos igualmente combater as desigualdades crescentes entre os nossos cidadãos e entre nações”, para “vencer populismo”. Por último, defendeu ainda serem necessárias “democracias fortes” para fazer face a alguns dos “maiores desafios” actuais, como as alterações climáticas que “são também uma causa de erosão democrática”, afetando a vida quotidiana de milhões de pessoas pelo mundo, com impacto a nível da segurança alimentar, além de gerar conflitos e forçar pessoas a migrar.