Intervenções na EN7 melhoram mobilidade

Automobilistas auguram dias melhores com as intervenções na EN7

QUITÉRIA UAMUSSE,
EM MANICA

A ESTRADA Nacional Número 7 (N7), que liga Vanduzi, em Manica, e Changara, em Tete, está em obras com vista a melhorar a mobilidade de pessoas e bens.
Trata-se de uma rodovia importante para o escoamento de bens entre os países do hinterland como Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e Moçambique.

Neste contexto, o Fundo de Estradas está a investir desde ano o passado 456 milhões de meticais para obras de reabilitação periódica e de emergência, que consistem no tapamento de buracos e melhoramento de secções críticasna província de Manica, onde a rodovia tem cerca de 280 quilómetros de extensão. Manuel Pinto, delegado provincial do Fundo de Estradas, apontou que para garantir a arrecadação de receitas na rodovia decorre igualmente a implantação da praça de portagem de Camuazanchenga, com um custo de cerca de 49 milhões de meticais, e a ampliação da de Púnguè-Sul, que consiste na construção de mais uma cabine, com custo de 23 milhões de meticais.
“A perspectiva é angariar mais recursos para as intervenções localizadas ao longo da EN7, uma vez que os fundos arrecadados na portagem do Púnguè-Sul não são suficientes para a manutenção da estrada”, disse Pinto. Apontou que com a abertura da portagem de Camuazanchenga se esperam arrecadar 350 mil meticais por dia e acima de 10 milhões por mês.
Entretanto, os transportadores de passageiros e de carga pedem intervenções consistentes na via para evitar danos avultados nas suas viaturas. Clemente Fabião, transportador de carga, reclamou que os enormes buracos na via tornam a circulação penosa e concorrem para a rápida avaria dos veículos, bem como influenciam o estado da mercadoria transportada.

O transportador, que paga cerca de 2800 de portagens de Manica a Maputo, tem esperança de que o valor sirva para reverter o actual cenário. Ernesto Manjate, outro transportador de carga, contou que ainda não sente o impacto das intervenções do Fundo de Estradas, uma vez que um troço significativo da via está esburacado.
Por sua vez, o presidente Associação dos Transportes de Passageiros de Manica (ATPM), Filipe Armando, referiu que o troço que atravessa a vila de Catandica ainda necessita de melhorias.