Há cada vez mais jovens a sofrerem de AVC

HCM procura elevar a qualidade dos serviços
Jornal Noticias

A CIDADE de Maputo tem estado a observar uma tendência crescente do número de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), com maior incidência em jovens dos 35 e 49 anos, situação que impõe a necessidade de reforço das medidas de prevenção.

O Hospital Geral de Mavalane (HGM), um dos principais pontos de entrada de pacientes que procuram serviços de urgências, registou seis óbitos relacionados ao AVC, de um total de 63 pacientes atendidos no primeiro trimestre do ano.

As estatísticas revelam que, no ano passado, foram diagnosticados 257 pacientes com a doença, 37 dos quais acabaram perdendo a vida. Segundo a diretora do Serviço de Urgências do HGM, Leopoldina Morais, registam-se entre três e quatro casos por dia, sendo o AVC isquémico, que causa morte no tecido do cérebro decorrente da coagulação e falta de oxigénio no sangue, o mais recorrente.

Morais apontou como fatores de risco da doença a diabetes, a obesidade, a dieta inadequada, o sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, problemas cardíacos, questões genéticas e a negligência da hipertensão arterial. Salientou que o tratamento médico depende do estado clínico de cada doente nos serviços de urgência.

 As intervenções visam, entre outras, controlar a lesão no cérebro através da manutenção da via arterial, circulação sanguínea e ventilação adequada. Em relação às sequelas, os pacientes são submetidos à fisioterapia para melhorarem a sua qualidade de vida. As autoridades sanitárias destacam entre as consequências da patologia a diminuição da produtividade no trabalho e o encargo familiar em custos elevados para suportar os cuidados da vítima desta patologia.

 Dependendo da parte afetada no cérebro, o indivíduo comummente manifesta dificuldades em movimentar o corpo devido a perda muscular, alteração na fala e visão, incontinência urinária e fecal, confusão mental e perda de memória.

Fonte: Jornal Noticias