Alcinda falha medalha de ouro

PUGILISTA internacional moçambicana Alcinda Panguana falhou a medalha de ouro no Campeonato Mundial de Boxe Feminino que decorre em Istambul, na Turquia, ao perder na fi[1]nal diante da irlandesa Lisa O’Rouke.

Com o desaire, Alcinda fica com a medalha de prata e garante um prémio monitário de 50 mil dólares norte-americanos, um feito histórico para o boxe nacional que atingiu o pódio mundial de forma inédita. O combate com LisaO’Rouke foi do primeiro ao último minuto intenso e renhido. O primeiro assalto foi bastante equilibrado.

Alcinda entrou com tudo, a atacar de forma continuada, mas pecou na guarda, o que permitiu que a irlandesa desferisse contra ela alguns golpes que lhe conferiram boa pontuação dos juízes.

O assalto terminou com a vantagem de Lisa O’Rouke, por 3-2. O segundo também foi equilibrado, mas desta feita Alcinda Panguana defendia-se melhor e saiu a ganhar, por 3-2, empatando a contenda. No terceiro, Alcinda foi para cima da adversária, mas a irlandesa foi muito forte a defender e pragmática no ataque.

O equilíbrio voltou a ser a nota dominante, mas a astúcia da irlandesa foi determinante nos momentos capitais da luta, acabando por vencer também por 3-2. Para chegar à final, Alcinda Panguana travou três combates, o primeiro com Brianda Tamara Cruz, do México, o segundo com a britânica de origem camaronesa Cindy Ngamba e o terceiro (meias-finais) diante de Valentina Khalzova, do Cazaquistão.

Os feitos de Alcinda na Turquia confirmam a sua ascensão no plano internacional, depois de ter falhado medalhas nos Jogos Olímpicos-2020, onde teve boas prestações, e no Torneio Internacional de Budapeste. Actualmente, Alcinda Panguana é cinco vezes campeã regional da Zona IV, sendo que o último título foi conquistado no mês passado, em Maputo. No ano passado, juntamente com Rady Gramane, conquistou ouro no “Africano” da Zona III que teve lugar em Kinshasa, na República Democrática do Congo.

Para além de Alcinda, Moçambique foi representado por Rady Gramane, que volta para casa com a medalha de bronze. Ela travou quatro combates em Istambul, vencendo três e perdendo um nas meias-finais, diante da canadiana Tammara Thibeault, mas deixou todo o seu potencial nos ringues.

Os restantes três combates foram as vitórias sobre Pornnipa Chutee, da Tailândia, Suyeon Suong, da Coreia do Sul, e Karolina Makhno, da Ucrânia. Rady Gramane é atleta olímpica, detentora de cinco títulos da Zona IV e medalha de prata nos Jogos Africanos de 2019, e do Torneio Internacional de Budapeste que teve lugar em Fevereiro.

O “Mundial” de Boxe Feminino decorre desde 8 deste mês e termina amanhã. A prova reúne 310 pugilistas em representação de 73 países. A dupla moçambicana é acompanhada pelo seleccionador nacional, Lucas Sinóia. A delegação moçambicana regressa ao país na segunda-feira.