AFIRMA PM ”País não pode continuar a importar peixe”

M lançou ontem a segunda a segunda fase do “Mais Peixe Sustentável”

O PAÍS não pode continuar a importar peixe porque tem condições necessárias para aumentar a produção e produtividade do pescado nas suas variadas espécies.

Este pronunciamento foi feito ontem pelo Primeiro-Ministro (PM), Adriano Maleiane, quando procedia ao lançamento da segunda fase do programa “Mais Peixe Sustentável” no posto administrativo de Namaíta, distrito de Rapale, província de Nampula. Na ocasião, defendeu a necessidade de se encarar a pesca e a aquacultura, em toda a cadeia de valor, como uma oportunidade para criar novos negócios, como a produção de ração, alevinos, processamento e comercialização do pescado.

Segundo o PM, este é um dos projectos que o Governo tem desenvolvido na perspectiva de dinamizar a actividade pesqueira e a aquacultura, tendo em conta a sua importância para a segurança alimentar e desenvolvimento socioeconómico, em geral.
Maleiane assegurou que o Executivo vai continuar a criar condições para garantir o acesso ao financiamento da pesca artesanal e da aquacultura comercial, como forma de impulsionar a participação de jovens e mulheres, incentivando-os a apostar no empreendedorismo neste ramo.

Entretanto, com segunda fase do programa, espera-se a geração, a curto e médio prazos, de mais de cinco mil novos empregos directos e 20 mil beneficiários indirectos em todo o país.
Acredita-se que esta fase impulsionará, de forma decisiva, a produção e a produtividade pesqueira e aquícola, contribuindo para o aumento da renda dos pescadores artesanais e consequente melhoria da vida das comunidades.

Em Namaíta, Maleiane visitou uma empresa vocacionada à produção comercial de tilápia em gaiolas flutuantes. Aqui, apelou para que a firma sirva de inspiração no desenvolvimento de negócios de pescado. Nampula, uma das províncias com grande potencial pesqueiro, conta com mais de 80 mil pescadores artesanais e 700 piscicultores.
O programa “Mais Peixe Sustentável” foi lançado em 2019 e tem como objectivo melhorar o nível de renda dos pescadores artesanais e promover as micro, pequenas e médias empresas no desenvolvimento da cadeia de valor da pesca e da aquacultura, com o envolvimento das comunidades.

A primeira fase abrangeu mais de 1200 beneficiários, dos quais 308 mulheres.
Entretanto, falando em conferência de imprensa que assinalou o término da sua visita a Nampula, o PM considerou positivo o desempenho do Governo local na execução do Plano Económico Social (PES-2022), sobretudo no que diz respeito à reconstrução de infra-estruturas destruídas pelos ciclones tropicais Ana e Gombe.