Acesso de Mulombela está esquecido

 

O ESTADO em que se encontram as vias de acesso um pouco por todo o país deixa-nos agastados. E porque a situação tende a agravar, cada um de nós “olha para o seu umbigo”, como se costuma dizer. Ou seja, olha-se para os problemas que afectam directamente a si e só depois vai-se ao geral.

Neste momento sinto uma dor profunda pelo estado lastimável em que se encontra a via de acesso que, parte da Avenida de Moçambique, na paragem conhecida por Mulombela, passa pelo interior do bairro de Khongolote. É um bairro populoso e muitas pessoas precisam de se movimentar para os vários destinos nos seus afazeres diários.

Acontece que houve promessas, passam anos, de que a mesma seria reabilitada mas, volvido todo este tempo a situação tende a piorar. Várias promessas foram feitas mas, nada se concretizou no terreno, a não ser a mobilização de algum material, colocação de alguns pavet e nada mais.

Aliás, concretizou-se somente o desgaste psicológico e físico dos usuários desta infra-estrutura. Enquanto os automobilistas sofrem com a manutenção dos seus veículos por conta da degradação da via, os cidadãos psicologicamente estão afectados porque, num primeiro momento alimentaram a esperança de que um dia viriam a sua vida melhorar com aquela infra-estrutura, e depois quando já se estavam a conformar-se com a paralisação das obras, mais uma vez as autoridades vieram ao público para falar da retoma dos trabalhos. E, nos últimos tempos nada se diz sobre a infra-estrutura, a não ser o que vemos, a degradação da mesma.

O que está a acontecer? Ninguém sabe explicar. O que se sabe é que esta infra-estrutura é de grande utilidade, à semelhança daquele acesso que partindo do bairro George Dimitrov (Benfica) passa pelo bairro Zona Verde. Estas duas vias de acesso fazem ligação entre o município de Maputo e Matola serviriam para descongestionar o tráfego e facilitar a movimentação de pessoas e bens.

Apesar da sua degradação, os automobilistas e peões usam esta via do Molumbela porque não têm outra alternativa. Mas o fazem de forma arriscada, a estrada está esburacada. A ponteca erguida sobre o rio Mulaúze está desprovida de protecção e o capim é notório. Os transeuntes e não só, clamam pela limpeza uma vez que o capim, sobretudo, no período da noite constitui uma ameaça. Há suspeitas de que os malfeitores escondem-se no local para poderem lograr as suas intenções.

Aliás, os malfeitores sabem de antemão que em casos de assalto dificilmente a pessoa pode ser socorrida pelo facto de ser, exactamente, naquela baixa escura que as temem por coisas piores.

Peço a quem de direito para que retome as obras de modo a facilitar a movimentação de pessoas e bens. Merecemos ter viagens tranquilas. Estamos cansados de tantas lamentações. Quero acreditar que aquele dinheiro que tinha sido destinado aquela infra-estrutura inacabada ainda existe. Por isso, peço que se retomem as obras.