1.º DE MAIO: Da festa à revindicação por melhores salários

O DIA Internacional do Trabalhador foi ontem celebrado entre danças e canções de reivindicação dos empregados por melhores salários, contratos seguros, higiene e segurança laboral para continuarem a dar o seu contributo em prol do desenvolvimento do país. As mensagens foram passadas pela classe laboral enquanto desfilava nas praças dos heróis em diversos pontos do país, locais que acolheram a maioria das festividades do 1.º de Maio, este ano sob o lema “Sindicatos juntos na luta contra a precariedade laboral e alto custo de vida”.

Os trabalhadores entendem que a tabela salarial recentemente aprovada não dignifica a classe, embora reconheçam as dificuldades económicas que o país atravessa, agudizadas sobretudo pela pandemia da Covid-19, a ocorrência frequente de eventos climatéricos extremos e os ataques terroristas em Cabo Delgado.

Joaquim Chacate, secretário-executivo da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS) na vidou os assalariados a juntarem-se em sindicato para fazer valer os seus direitos.

“Se não nos juntarmos para obrigar o empregador a ir à mesa de negociações, dificilmente conseguiremos conquistar os nossos direitos”, sublinhou,.

Outra questão que inquieta os trabalhadores é o à Lei Laboral, sobretudo no tocante ao horário de trabalho. Há queixas de empregados que fazem mais de 10 horas diárias de trabalho, sem folgas nem pagamento de horas extras.

Falando na ocasião, Cosmo Nyusi, director dos Serviços da Justiça e Trabalho no Governo da cidade de Maputo, admitiu que as condições de trabalho e os salários ainda não são os ideais, mas garantiu que o Executivo está a fazer de tudo para equilibrar o custo de vida com o rendimento do trabalhador.