Um indivíduo tenta vender seu irmão de 16 anos

Um individuo de 21 anos, em Nampula, terá tentado vender o seu irmão de 16 anos, que deveria ser supostamente sacrificado para garantir o seu “rápido enriquecimento”, segundo narra a Polícia.

O negócio não chegou a concretizar-se porque o individuo foi preso antes pela Polícia. Contudo, interrogado pelas autoridades, o individuo não mostrou nenhum remorso. Disse categoricamente que não se importava com a vida do seu irmão. Para ele importavam os 500 mil meticais (que seria pago pelo negócio) e dependeria do cliente se precisaria do menor vivo ou morto.

Quer dizer, para ele o irmão trata-se de uma mercadoria qualquer. É como se fosse um cabrito. Se o cliente o quer esfolado, ele não vê mal nenhum, desde que seja pago. E quanto? 500 mil meticais!?

Ainda somos bárbaros. Temos uma longa caminhada para nos tornarmos gente de verdade. Mesmo que não fosse irmão, que coragem é essa de vender um ser semelhante? Isto é condenável de todas as formas e se existisse pena capital em Moçambique, devia se privilegiar exactamente casos como este.

Todavia, temos que fazer a seguinte reflexão: o que está a falhar? Será que a educação não chega aos indivíduos que continuam a cometer essa barbárie? E não vale a pena procurar culpados. A verdade é que é urgente mudar o cenário. Assim não dá!