Moçambique e Zimbabwe operacionalizam a Comissão das Bacias Hidrograficas de Buzi e Save

𝐌𝐎Ç𝐀𝐌𝐁𝐈𝐐𝐔𝐄 𝐄 𝐙𝐈𝐌𝐁𝐀𝐁𝐖𝐄 𝐎𝐏𝐄𝐑𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀𝐌 𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐈𝐒𝐒Ã𝐎 𝐃𝐀𝐒 𝐁𝐀𝐂𝐈𝐀𝐒 𝐇𝐈𝐃𝐑𝐎𝐆𝐑Á𝐅𝐈𝐂𝐀𝐒 𝐃𝐎 𝐁Ú𝐙𝐈, 𝐏Ú𝐍𝐆𝐎È 𝐄 𝐒𝐀𝐕𝐄

Moçambique e do Zimbabwe passam a trabalhar juntos na Gestão Sustentável de Recursos Hídricos das Bacias do Búzi, Púngoé e Save. Na passada, quarta-feira, 19 de Julho, foi lançada na Beira em Sofala, a Comissão – BUPUSA, que vai assegurar o planeamento, desenvolvimento e gestão dos Recursos Hídricos compartilhados entre os dois países. Uma vez que Moçambique compartilha 09 das 15 bacias hidrográficas da SADC, torna-se importante desenvolver um quadro de cooperação com os países vizinhos, através de assinatura de acordos de partilha de água e posterior garantia do seu cumprimento de implementação efectiva.

Nesse contexto, no passado dia 17 de Maio de 2023, em Harare, na República de Zimbabwe, os acordos de gestão e utilização conjunta do curso de água do rio Save, do estabelecimento da Comissão das Bacias Hidrográficas de Búzi, Púnguè e Save, com objectivo de melhorar a coordenação e a cooperação no âmbito destas três bacias, incluindo a implementação de projectos transfronteiriços.

Para o efeito de operacionalização dos acordos acima referenciados, a Vice-Ministra de Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Cecília Chamutota e o da da Terra, Agricultura, Pescas, Água e Reassentamento Rural, do Zimbabwe, Davis Mharapira, procederam ao respectivo lançamento, assegurando que “o estabelecimento e entrada em funcionamento da Comissão destas Bacias Hidrográficas, demostra o compromisso dos Estados no cumprimento das orientações da SADC em relação a gestão de Recursos Hídricos compartilhados”.

Cecília Chamutota, explicou que estas bacias Hidrográficas são de capital importância para Moçambique, pois “é nestas bacias hidrográficas onde construímos a barragem Hidroeléctrica de Chicamba, o Açude de Mavuzi, a barragem de Muda Nhaurire, as barragens de Gorongosa, Chitundo e Mavonde, vitais para o desenvolvimento económico de Moçambique, pela sua contribuição para o abastecimento de água às populações, produção agrícola, energia eléctrica, fornecimento de água a indústria e preservação ambiental”.

E por sua vez, Davis Mharapira, reiteirou que “na bacia hidrográfica do Rio Save podemos em conjunto mobilizar fundos a implementação de um projecto conjunto num raio de 200 km (100 km de cada lado) onde podemos construir, no Zimbabwe, as barragens de Chipanda Pool com a capacidade de 510 milhões de metros cúbicos e barragem do Chitowe com 50 milhões de metros cúbicos) ambas localizadas a cerca de 70 Km do extremo fronteiriço, sendo que o regime de alocação seria definido durante a mobilização de fundos”.

Fonte: MOPHRH