Mais de Cem mil pessoas deixam de beber agua impropria

Cem em mil pessoas deixam de beber água imprópria

Cem em mil pessoas deixam de beber água imprópria Mais de 100 mil pessoas, o equivalente a quatro por cento da população de Cabo Delgado, poderá deixar de beber água captada de fontes impróprias, a partir deste ano, mercê da construção e reabilitação de 360 furos. Segundo o respetivo governador, Valige Tauabo, a intervenção visa colmatar a falta de água em algumas zonas da província. “Estamos cientes da situação de carência em algumas zonas da província e estamos a construir e a reabilitar infraestruturas de abastecimento de água e saneamento para o benefício das comunidades, como forma de responder, a médio e longos prazos, aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ”, frisou Tauabo. O governador falava após a inauguração da extensão do sistema de abastecimento de água ao bairro 25 de Junho, arredores da vila de Metuge, distrito do mesmo nome, por ocasião das celebrações do 22 de Março, Dia Mundial da Água, que este ano decorreu sob o lema “Libertar os caminhos da água, a mudança que queremos para evitar cheias e inundações”. “Este lema remetemos a uma profunda reflexão sobre os temas candentes dos sectores de abastecimento de água e dos recursos hídricos, indo ao encontro da situação catual que o país atravessa, caracterizado por cheias e inundações”, disse Tauabo. Segundo anunciou, este ano o governo espera construir 175 fontes de água e reabilitar outras 185, que vão servir cerca de 108 mil pessoas. Em 2022, acrescentou, foram abertas 142 fontes para cerca de 42.600 pessoas, além da reabilitação de outras 15 que abastecem cerca de 4500 habitantes. No mesmo período foram construídos 30 sistemas de água nas comunidades rurais, incluindo em Metuge (extensão para a comunidade 25 de Junho), que passou a servir cerca de 30 mil pessoas. A infraestrutura, que tem a capacidade de produção de 1114 metros cúbicos de água por hora, custou 26 milhões de meticais, disponibilizados pelo governo e parceiros, nomeadamente a UNICEF, UNOPS e Banco Mundial. Exortou a comunidade a fazer boa gestão das fontes, uma vez que a sua disponibilidade tem impacto positivo em vários sectores socioeconómicos, nomeadamente no da Saúde, Agricultura, Educação, entre outros. De acordo com a chefe da secção de Águas e Saneamento do UNICEF, Lenay Blason, que testemunhou a inauguração do pequeno sistema no bairro 25 de Junho, a intervenção dos parceiros, no sector de água e saneamento, visa melhorar a disponibilidade deste recurso e promover a higiene no seio da população. “Para além da extensão da rede de abastecimento de água à aldeia 25 de Junho, foi igualmente concluída uma infraestrutura similar, desta feita para os bairros de reassentamento de Engalane e Saul”, explicou Blason.