Governo prevê recuperação da indústria transformadora

A INDÚSTRIA transformadora em Moçambique poderá registar este ano crescimento de dois por cento, influenciado pelo Programa Industrializar Moçambique (PRONAI), que prevê crescimento do sector, fazendo o uso preferencial de matérias-primas locais, estimulando a produção, comercialização e exportação de bens processados.
Nos últimos anos, a indústria transformadora nacional tem enfrentado dificuldades devido à dependência de insumos importados, tanto em forma de matérias-primas as-sim como maquinaria e equipamento, comprometendo a cadeia de abastecimento.

O Governo, entretanto, estima que este ano a indústria transformadora observará um crescimento influenciado, igualmente, pelo desempenho positivo das áreas de minerais não metálicos (cimento), com 8 por cento de crescimento, 2.4 por cento no sector alimentar, 5.6 por cento nas bebidas e 2.5 por cento na área química.
Na indústria alimentar, espera-se que a produção tenha crescimento de 2.4 por cento, decorrente da entrada em funcionamento das novas unidades fabris em finais do ano passado, com impacto este ano.

Das unidades que entraram em funcionamento, destaca-se uma localizada em Nacala-Porto, na província de Nampula, com capacidade de processamento de 100 toneladas por dia de farinha de milho. Com investimento de dois milhões de dólares, esta unidade deverá empregar, na sua fase de funcionamento pleno, 64 trabalhadores.
Outra unidade fabril está localizada no distrito de Massinga, na província de Inhambane, com a capacidade para processar 50 toneladas por dia de amêndoa de caju. Com investimento de 4,2 milhões de dólares, esta fábrica deverá empregar 500 trabalhadores.

A outra unidade, segundo os dados do Governo, está localizada no distrito de Chiúre, na província de Cabo Delgado, com capacidade de pro-cessamento de 1300 toneladas por ano de açúcar orgânico e 172.800 litros por ano de álcool gel. Esta açucareira é um investimento de 4,1 milhões de dólares com previsão de em-pregar 66 trabalhadores.
O Executivo acredita que, apesar da sua contribuição positiva, estas unidades deverão funcionar abaixo dos níveis projectados devido ao impacto da Covid-19, que ainda se faz sentir um pouco por todo país.