Governo em negociações com médicos

Governo em negociações com médicos
Jornal Noticias

O MINISTÉRIO da Saúde esteve reunido ontem em Maputo com a Associação Médica de Moçambique (AMM) a fim de buscar consensos de modo a evitar a terceira greve desta classe, agendada inicialmente para a próxima segunda-feira.

A informação foi partilhada ao “Notícias” pelo diretor nacional de Recursos Humanos no Ministério da Saúde (MISAU), Norton Pinto, realçando que o diálogo decorre desde a última quinta-feira. No entanto, referiu que não podem ser avançados detalhes obediência a um acordo entre as partes.

Pinto garantiu que o Executivo não está alheio à situação e procura um ponto de convergência para ultrapassar as reivindicações. O que motiva as conversações, conforme sublinhou, não é a ameaça de greve mas a necessidade de ultrapassar o diferendo. Na verdade, segundo o dirigente, o diálogo nunca cessou desde que a AMM apresentou publicamente queixas relativas ao enquadramento na Tabela Salarial Única (TSU) e melhoria de condições de trabalho, ano transato.

Segundo elucidou, existem algumas questões que ultrapassam as competências do MISAU e requerem coordenação com outras entidades governamentais. Por outro lado, o Secretário-geral da AMM, Henriques Viola, destacou avanços nos encontros recentemente mantidos, porém, aguarda pelos passos subsequentes a serem apresentados nos próximos encontros.

Caso haja satisfação das suas expectativas, a greve não vai avançar. Assinalou terem sido mantidos encontros com representantes dos ministérios da Economia e Finanças, do Trabalho e Segurança Social e MISAU. Por seu turno, a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), agremiação que congrega funcionários do sector da saúde a exceção dos médicos, solidarizou-se com o povo moçambicano no contexto duma iminente greve.

Em conferência de imprensa realizada ontem a porta-voz da APSUSM, Rossana Zunguze, manifestou o comprometimento do grupo em assegurar a prestação dos serviços de saúde, a todos os níveis, caso os médicos optem por uma paralisação. Os pronunciamentos surgem depois de a APSUSM ter acordado com o Governo, há duas semanas, a extensão da suspensão da reivindicação por 60 dias.

A organização, que chegou a avançar para uma greve de quatro dias no princípio de Junho último, tem reivindicações similares às dos médicos. A AMM tem cerca de 2700 membros e a APSUSM perto de 17 mil membros.

Fonte: Jornal Noticias