FORNECIMENTO DE BENS E SERVIÇOS À TOTAL CTA reitera necessidade de pagamento célere de facturas

A CONFEDERAÇÃO das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reiterou, recentemente, a necessidade da multinacional francesa Total acelerar o processo de pagamento de facturas às empresas nacionais por ela contratadas para o fornecimento de bens e serviços no âmbito do projecto de exploração de gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma.

A organização representativa do sector privado justifica o seu posicionamento com a situação financeira débil em que muitas empresas moçambicanas se encontram e pela urgência de injecção de liquidez que as mesmas precisam, “num momento crítico em que ainda se deparam com os impactos da pandemia da Covid-19”.

De referir que recente-mente a multinacional Total e as suas contratadas concluíram o processo de levanta

mento das facturas pendentes desde a suspensão das operações no projecto de exploração de gás natural na Bacia do Rovuma, em Março do ano passado.
Numa análise ao processo, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique considera que, volvidos quase nove meses o mesmo, “foi caracterizado por ter sido amplo e inclusivo devendo-se, doravante, seguirem as fases subsequentes”.

“O trabalho começou em Março do ano passado, mês em que a Total suspendeu as suas operações em Palma, na sequência de ataques de grupos terroristas.
Na sequência, uma série de acções foi desencadeada com destaque para avaliação dos impactos dos ataques terroristas no tecido empresarial, onde se constatou que cerca de 410 empresas que operavam nas zonas alvo foram afectadas”, refere a CTA em comunicado..

A fonte acrescenta que após a declaração da situação de força maior pela Total e consequente suspensão das suas actividades, “fez-se o levantamento do impacto desta decisão, tendo sido apurado que 38 empresas tinham situação de pagamentos de facturas pendentes”.