Bispo de Pemba pede para que não se esqueça de Cabo Delgado

O BISPO de Pemba pediu à comunidade internacional para que não se esqueça da província de Cabo Delgado, cuja população deslocada ainda precisa muito de ajuda humanitária.
Dom António Juliasse Ferreira Sandramo esteve domingo na Sé Catedral de Maputo a participar numa missa que serviu para os fiéis se despedirem, formalmente, dele. O religioso pediu o apoio e que todos orem por Cabo Delgado.
“A insegurança prevalece, os deslocados internos ainda são muitos. Eu, pessoalmente, peço-vos, vós que me conheceis, a oração. A oração por mim e a oração pela paz”, disse.

Depois, em entrevista à VOA, o bispo de Pemba disse que Cabo Delgado ainda está mal e que a população deslocada precisa muito de ajuda. Para além de matar de forma bárbara, os terroristas destruíram infra-estruturas sociais e económicas, sobretudo nos distritos a norte de Cabo Delgado.

Entre as infra-estruturas, há igrejas e residências pertencentes aos religiosos católicos. O prelado diz que, por enquanto, ainda não há planos para reconstruir as referidas infra-estruturas. “O mais grave é Muidumbe, porque a igreja e a casa dos padres tínhamos lá rádio comunitária, tudo isso ficou destruído. Então, ali, certamente que vamos precisar de muito investimento para reerguer a missão paroquial. E também em Mocímboa da Praia temos a igreja destruída”, contou.

A celebração eucarística foi presidida pelo arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, na presença de outros membros da Conferência Episcopal de Moçambique, que ali foram se despedir de um filho da casa.
Dom Juliasse foi ordenado bispo em Fevereiro de 2019, na Sé Catedral de Chimoio, em Manica, tendo depois sido nomeado bispo auxiliar de Maputo, onde esteve três anos.
No ano passado foi indicado como administrador apostólico da Diocese de Pemba e em Março deste ano o Papa Francisco nomeou-o, definitivamente, bispo. Dom António Juliasse Ferreira Sandramo sucede no cargo o brasileiro Luiz Fernando Lisboa.