Automobilistas invadem segundo faixado “Eduardo Mondlane”

Automobilistas invadem segundo faixado “Eduardo Mondlane”

AUTOMOBILISTAS invadiram a segunda faixa de rodagem da Avenida Eduardo Mondlane antes da conclusão dos trabalhos de reabilitação. Neste momento, o trânsito está a fluir, sem reservas, nos dois sentidos, ante a aparente passividade, tanto da parte do empreiteiro, como do Conselho Municipal, dono da obra.

 A faixa foi invadida recentemente, numa atitude que visava, segundo apurámos de alguns automobilistas, contornar a longa fila de veículos que se havia gerado, na sequência das chuvas que têm estado a cair na cidade e província de Nampula.

Com efeito, bastou um “furar” para que a faixa esteja até hoje a ser usada como se já tivesse sido inaugurada ou oficialmente entregue ao dono da obra. Trata-se de uma atitude que põe em perigo os próprios automobilistas, que se arriscam, pois ainda existem imobilizados na faixa troncos, blocos de betão e tambores contendo restos de asfalto, material usado para impedir a circulação de viaturas.

 Um dos responsáveis do empreiteiro, que não quis ser identificado, garantiu, entretanto, que tudo está a ser feito para que a faixa seja concluída e dentro dos padrões de qualidade, apesar de já estar a ser usada pelos automobilistas antes do fim das obras de reabilitação. Segundo afirmou, a entrega da obra ao dono poderá ocorrer nos meados de Abril corrente, pois só faltam pequenos arranjos para a sua finalização, decorrentes da invasão dos automobilistas.

O diretor do Gabinete de Comunicação e Imagem do Conselho Municipal, Nelson Carvalho, confirmou que a edilidade aguarda pelo cumprimento do prazo estabelecido para a entrega da obra, indicando que caso não aconteça, o empreiteiro será responsabilizado pelos danos causados. A reabilitação da faixa, numa extensão de pouco mais de um quilómetro, já leva mais de dois anos.

 O custo inicial da obra, cujos trabalhos de reabilitação estavam aprazados para cinco meses, estava fixado em mais de 29 milhões de meticais, mas a reavaliação feita durante o processo aponta para mais de 50 milhões de meticais.