Filipe Nyusi voltou a ser citado ontem no Tribunal Supremo de Londres

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VOA

O nome de Filipe Nyusi voltou a ser citado ontem no Tribunal Supremo de Londres, no âmbito do calote que deixou Moçambique de rastos. O Presidente pediu para que o referido tribunal bloqueie as alegações de que ele recebeu subornos da Privinvest de qualquer coisa como 11 milhões de dólares para a sua campanha eleitoral que o levou à Presidência da República.

A Privinvest diz que na eventualidade de ser responsabilizada no processo que a nossa PGR submeteu em Londres, Filipe Nyusi também deve ser responsabilizado porque recebeu os 11 milhões de dólares em 2014. Portanto, não deve ser só a Privinvest a ter que pagar a Moçambique, Nyusi também tem de pagar- quer dizer, esse senhor que anda a falar muito está a nos dever.

Nyusi, no entanto, diz que tem direito à imunidade como chefe de Estado em exercício (não diz que não recebeu subornos). Ele não estava no tribunal ontem, mas o seu advogado, Rodney Dixon, argumentou que “não há diferença legal” entre alguém tentando processar Nyusi em Londres ou o rei Charles da Grã-Bretanha na Austrália.

Parece estar a ficar cada vez mais claro que Filipe Nyusi, como Mutota, Nhangumele, António Carlos do Rosário, Gregório Leão, Ndambi Guebuza e tantos, recebeu o dinheiro do calote e só não está no Língamo porque é Presidente da República.

Em algum momento escrevemos aqui neste espaço que no dia que ele deixar de ser Presidente da República, andará connosco nos bares deste Maputo porque se tentar sair do País, acontecer-lhe-á a mesma coisa que aconteceu a Manuel Chang: há-de ir parar numa cela em Nova Iorque.

Portanto, é melhor, usar o tempo que lhe resta no poder, caprichando na área da saúde. Não haverá que ir a Nelspruit