Comissão prepara desmobilização de ex-guerrilheiros da Renamo

U MA comissão mista especializada está a realizar um inventário em duas bases militares da Renamo, na província da Zambézia, no âmbito do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração dos antigos guerrilheiros da Renamo, posicionados naquela região do país.

O exercício, que abrange as bases de Murrothene e Sabe, nos distritos de Mocuba e Morrumbala, respectivamente, visa criar condições logísticas para que o processo decorra sem sobressaltos.

O facto foi anunciado semana finda, em Quelimane, pelo porta-voz da VII Sessão Ordinária do Conselho dos Serviços de Representação do Estado, alargada aos administradores e secretários permanentes distritais, Djabula Zibia.

Questionado sobre o efectivo dos ex-guerrilheiros a ser abrangido durante o inventário, o porta-voz, que é igualmente director dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas, mostrou-se cauteloso sobre o assunto, reiterando apenas estarem criadas as condições logísticas “para que o processo em curso decorra sem sobressaltos.”

“Uma comissão mista especializada já está no terreno para uma acção preparatória com os homens residuais da Renamo, nas bases militares catalogadas na província”, disse Zibia, sem avançar mais detalhes sobre o cronogramade actividades subsequentes
até efectivação do processo.

O inventário irá determinar o efectivo a ser desarmado e a província de preferência que cada beneficiário pretende iniciar a sua nova vida, “e só depois deste processo é que podemos aferir quantos talhões serão demarcados com este propósito.”

Segundo a fonte, a VII Sessão Ordinária do Conselho dos Serviços do Estado orientou igualmente aos administradores distritais no sentido de monitorarem o processo, no seio da população, para a reintegração harmoniosa dos 205 desmobilizados oriundos de outras províncias pioneiras no desarmamento, desmobilização e reintegração. “Alguns destes combatentes estão a erguer as suas habitações em áreas atribuídas pelo Governo, sendo que outros tomaram parcelas das suas famílias para a produção agrícola em 18 distritos”, revelou.