Moçambicanos residentes fora do país criticam falta de inclusão na auscultação pública da Comissão para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE). Comissão admite limitações, mas garante empenho para diálogo mais abrangente.
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Moçambicanos em Bruxelas, na Bélgica
A Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) está satisfeita com as contribuições recolhidas nos nove países que visitou (foto ilustrativa)Foto: Privat
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Vários moçambicanos residentes na diáspora denunciam exclusão no processo de auscultação pública realizado recentemente pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE).
A comissão reconhece não ter conseguido alcançar o maior número possível de cidadãos nos nove países que visitou, mas afirma estar satisfeita com as contribuições recolhidas.
Em entrevista à DW, Albino Manguene, porta-voz da comissão técnica, admitiu que não existem processos perfeitos, mas garantiu que a COTE está a fazer o seu melhor para tornar este diálogo o mais inclusivo possível.
DW África: Como correu a auscultação pública na diáspora?
Albino Manguene (AM): A auscultação pública na diáspora correu bem e as brigadas, todas elas, já regressaram. Praticamente foram visitados por essas brigadas em nove países.
Albino Manguene, porta-voz da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE)Albino Manguene, porta-voz da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE)
Albino Manguene: “Não conheço nenhum processo que é perfeito”Foto: privat
DW África: E como foi a participação dos cidadãos moçambicanos nestes nove países?


AM: A participação foi positiva. Claro que a maior parte das intervenções era apresentar os problemas que eles vivem a um nível local. Mas também contribuíram sobre as matérias que estavam a ser discutidas e tivemos contribuições que nós até ficamos pasmados ou assustados por não esperarmos esse nível de contribuições de moçambicanos que estão na diáspora, porque muitos não vivem o pulsar da vida de moçambicanos.
DW África: Mas há quem diga que houve pouco tempo para as pessoas serem informadas sobre este processo, o que fez com que algumas pessoas que queriam participar não participaram. Também sentem que o timing que se usou para fazer a mobilização e a ida das brigadas foi curto ou nem por isso?
AM: Eu não conheço nenhum processo que é perfeito, estou sendo honesto. Em todo o processo existem sempre momentos de lacunas que as pessoas vão identificar, alguns com razão, alguns sem razão, mas nós não estamos no mérito de dizer se eles têm razão ou não têm razão, porque eles é que estão a dizer. Eu acho que tem de se respeitar isso.
DW África: Mas sentem que os vossos objetivos foram alcançados?
AM: Os nossos objetivos foram alcançados, só não posso me precipitar e dizer a 100%, porque estaria a ser desonesto. Nós tínhamos como propósito ir encontrar moçambicanos e a escutá-los. Em Portugal, em particular, onde se reclama, pela informação que nós temos, as atividades decorriam no final do dia, por opção da maioria das próprias comunidades, porque muitos queriam ir trabalhar primeiro, para depois saírem. Então, acho que esse fator pode ter sido também um fator limitante, mas a equipa da comissão técnica está fazendo o esforço máximo possível para fazer desse processo o melhor.
via dw



































