HCM procura elevar a qualidade dos serviços

HCM procura elevar a qualidade dos serviços
Jornal Noticias

O HOSPITAL Central de Maputo (HCM) pretende fortalecer os mecanismos de gestão para elevar a qualidade dos serviços, com a clarificação dos pacientes a serem atendidos nesta unidade sanitária e nos centros de saúde.

A abordagem está inserida num projeto trilateral entre a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), o Ministério de Saúde e a Agência Brasileira de Cooperação Internacional (ABC), que se propõe a apoiar o país prestar cuidados de qualidade nas unidades sanitárias.

Para a operacionalização da iniciativa, a Agência Brasileira de Cooperação Internacional enviou sete peritos para dotar o HCM de ferramentas técnicas para melhoria da gestão dos sistemas, implantando metodologias de qualidade.

 Sendo assim, decorrem no HCM oficinas para criação de sistema de referência e contra referência na região do Grande Maputo, uma proposta que visa tirar melhor proveito dos recursos do sector da saúde, dando indicações claras sobre que tipo de pacientes deverão ser atendidos nesta unidade sanitária e nos centros de saúde, como forma de aliviar a pressão sobre os serviços.

 Em entrevista à AIM, a médica Raquel Zaicaner, de São Paulo, que integra a equipa brasileira de assistência técnica, disse que as oficinas representam o início de um caminho para a melhoria do sistema de saúde de Moçambique, traçando para HCM e hospitais de nível secundário as prioridades para o atendimento de diferentes tipos de pacientes.

HCM procura soluções para melhorar atendimento na região metodologia organizacional. “Na hora que você faz um sistema de referência e contra referência, você tem informação concreta sobre os pacientes que procuram serviços de saúde. Pretendemos criar condições para um melhor encaminhamento de pacientes para o HCM.

 O grupo identificou problemas gerais no sistema de saúde no grande Maputo e propôs solução para melhoria”, disse a fonte. Para Josué Nunes, coordenador da cooperação trilateral em benefício de Moçambique, o HCM mostrasse comprometido com a questão da qualidade na gestão hospitalar, assegurando abertura do Brasil em continuar a providenciar apoio técnico no diagnóstico dos desafios e deixar recomendações que apontem saídas para os constrangimentos.

Por seu turno, a diretora administrativa do HCM, Maria Felicidade, destacou a importância da cooperação técnica trilateral como uma experiência baseada num modelo de excelência em gestão hospitalar, com foco na prestação de cuidados de saúde à população.

 Referiu que o projeto abrange, igualmente, as províncias de Nampula, Sofala e Zambézia, tendo o HCM sido escolhido para a fase piloto, por ser um hospital escola, com clínicas especializadas, tendo sido eleitas as áreas de neonatologia, pneumologia e radiologia para especialização em matérias de gestão hospitalar.

 Sobre as queixas de morosidade no atendimento na pediatria do HCM, a fonte argumentou que o HCM é um hospital quaternário, ao qual os pacientes recorrem quando não encontram respostas na base, sendo que, segundo afronte, os pacientes têm saltado etapas e recorrido diretamente à pediatria do HCM à procura de soluções que podem ser dadas mos hospitais provinciais e centros de saúde, criando, desta forma, pressão nesta unidade hospitalar.

Fonte: Jornal Noticias